4.11.08

da despedida

"Depois de alguns arranjos que não seguiram o caminho programado, mais um ciclo terminou agora há pouco. Um ciclo que, com a mais absoluta certeza, deixará saudades - e muitas. Para mim, uma jornalista recém-formada, os três últimos meses representaram muito aprendizado. Isso não é um exagero. Em nenhum outro lugar, tive a oportunidade de produzir, apurar, pesquisar, entrevistar, editar, escrever e ser tão jornalista como fui nos últimos dias. Lembro que no anúncio da vaga, a descrição dizia que a pessoa deveria estar por dentro de todos os assuntos: cultura, política, esportes e etc. Esses três meses provaram que a descrição estava certa. Desde o meu primeiro dia, procurei estar mais bem informada possível. Poderia ficar horas falando de cada entrevista que consegui agendar, de cada pessoa que entrevistei, de cada momento que passei aqui. Mas acho que um email não seria suficiente...

Durante a faculdade, sempre nos diziam que tínhamos que escolher ou nos identificar com uma área e/ou trabalho para sermos felizes no jornalismo. Hoje, apesar do meu início de carreia, posso dizer que, sim, esse foi o trabalho com o qual senti mais prazer. Mesmo nos dias em que o mau humor tentava tomar conta do meu estado, as entrevistas conseguiam me animar de uma maneira inexplicável. O fato de a cada dia conversar e conhecer uma pessoa nova, me renovava. Fazia com que, ao final do dia, eu me sentisse uma outra Thais. As histórias de todos que passaram por aquela sala me marcaram - tanto profissional como pessoalmente.

O que posso dizer é que, apesar de saber desde o início que o meu contrato era temporário, deixo vocês com um aperto no coração, com um nó na garganta e segurando as lágrimas. Sentirei falta de acordar todos os dias empolgada (pensando nas pessoas que entrevistaria e nas que poderia entrevistar). Sentirei falta de criar as salas, de passar os pacotes, de enviar os materiais, de criar os "ao vivo", de atualizar o Twitter, de arrumar a sala, de ter que lembrar de pegar as licença de imagens, de editar as íntegras, de encher a paciência dos assessores de imprensa, de pedir, pedir e sempre pedir os copos de água, de testar os microfones, de receber os convidados e de entrevistá-los por uma hora. Sentirei falta também de todos os frios na barriga que senti quando dei de cara com pessoas que eu admiro. Sentirei falta de ter que fazer várias coisas ao mesmo tempo. Sentirei falta dos post-its com as tarefas do dia grudados no meu computador. Sentirei falta de ter que ler o jornal correndo, de ter que vasculhar as informações para a nossa agenda ter pessoas sempre legais. Sentirei falta de ver que os concorrentes estavam copiando a nossa agenda (risos). Sentirei falta do burburinho da redação, das conversas em espanhol que rolavam, do corre-corre, da adrenalina e das janelinhas do MSN piscando sem parar.

Espero que continuem trazendo pessoas legais, que vocês continuem entrevistando e conhecendo pessoas como as que conheci e entrevistei, que me ensinaram a cada entrevista, que me trouxeram mais vontade de conhecer o mundo e que, acima de tudo, me emocionaram e me deram a certeza de que estou no caminho certo. Foi por causa desse trabalho que percebi que o jornalismo é mesmo a profissão que escolhi para seguir para o resto da vida - ou, pelo menos, até quando eu continuar tendo o prazer de conhecer as histórias das outras pessoas."

* o texto acima faz parte de um email de despedida de mais um ciclo

23.10.08

para celebrar

Todo mundo já teve sua crise profissional. Para mim, uma recém-formada, os seis primeiros meses do ano foram de muitas dúvidas, de muitos questionamentos e de muito desespero. Não sabia ao certo se deveria ou não continuar tentando conquistar um espaço nesse maluco mundo jornalístico. Queria desistir, mas não tinha coragem o suficiente. Continuava mandando currículos diariamente - mesmo sem receber qualquer resposta...

... na terça-feira, dia 21 de outubro, depois de um dia em que a gastrite resolveu atacar com tudo, tive uma notícia que me fez ter orgulho de poder dizer que sou jornalista. Lembram-se que anunciei em um desses posts abaixo que a reportagem "Lugar de corrupto (não) é na cadeia" era uma das três finalistas do Prêmio Imprensa Embratel? Pois, então... VENCEMOS! =)

Olhem só, ó:

Em sua décima edição, o Prêmio Imprensa Embratel recebeu 1.231 inscrições de trabalhos jornalísticos, de 1.116 repórteres de todo o País, publicados entre agosto de 2007 a maio de 2008. A cerimônia de entrega dos prêmios foi realizada na noite de ontem, dia 21, na casa de espetáculos Canecão, no Rio de Janeiro, quando foram agraciados 18 trabalhos jornalísticos.

O Prêmio Imprensa Embratel prestou uma homenagem aos jornalistas falecidos este ano, entre eles, Fernando Barbosa Lima (filho de Barbosa Lima Sobrinho, que dá nome ao maior prêmio do evento), Octales Gonzales (fotógrafo oficial do evento por nove anos) e Antonio Cunha (jurado nacional do Prêmio).

Considerado a mais importante homenagem à atividade de repórter no Brasil, o Prêmio Imprensa Embratel conta com o patrocínio da Embratel, através da leis de Incentivo à Cultura, da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro do Ministério da Cultura.

O Prêmio Imprensa Embratel tem o apoio da Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Rio de Janeiro (Arfoc) e do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro (SJPMRJ), além do reconhecimento da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), da ABI e dos demais sindicatos dos jornalistas de todo o País

Reportagens vencedoras de 2008 em todas as categorias:

Reportagem de Jornal/Revista (Tema Livre)
"Lugar de corrupto não é na cadeia" - pesquisa realizada por Walter Nunes, Guilherme Evelin e Andréa Leal, para a revista Época (17/3/08), com base em mais de 200 operações da Polícia Federal, realizadas entre 2003 e 2006, revela que de cada 100 envolvidos em corrupção, apenas sete estão presos. A reportagem mostra a desarticulação de quadrilhas que fraudavam os cofres públicos, traficavam drogas, faziam contrabando e cometiam crimes ambientais, com envolvimento de agentes públicos. Destaca, ainda, que as leis brasileiras criam atalhos que permitem aos corruptos escaparem da Justiça. Entre sugestões exemplos e experiências, indica que a transparência tende a inibir os corruptos.

16.10.08

a flor, o ofício e o convidado

Quinze de outubro de 2008: chat com Caco Ciocler

6.10.08

* minha alma canta *

Do blog do Noblat:

FRASE DO DIA
“Será um final muito emocionante. A decisão está nas mãos dos eleitores.”
Fernando Gabeira, candidato do PV a prefeito do Rio de Janeiro
Será que posso votar no segundo turno na cidade maravilhosa?

30.9.08

Para dividir

... Só para dividir o meu estado de êxtase II:

Hoje entrevistei Dinho Ouro Preto e Flávio Lemos, do Capital Inicial!
Bateu uma saudade da época em que eu ia em todos os shows deles. Eu era meio histérica, confesso. Mas era tãaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaooooo booooooooom!

Ah, outra confissão: tenho até hoje um pedacinho de uma camiseta que o Dinho jogou no meio da platéia durante um show. Ele jogou a camiseta. Ela caiu em cima de mim com mais um monte de garotas adolescentes alucinadas.

Eu já gostava dele antes da entrevista. Agora gosto mais. Deu até vontade de ir de novo a um show do Capital! ;)

13.9.08

em êxtase

A vida está muito intensa e corrida por aqui, por isso nem tenho conseguido abrir essas gavetas. Mas, excepcionalmente hoje, arranjei um tempinho na rotina maluca para dividir com vocês uma notícia muito boa (e não esperada).

De julho a outubro de 2007, fiz parte de uma equipe de reportagem para a produção de um especial sobre as Operações da Polícia Federal. O estudo - como começamos a chamá-lo - foi publicado em março deste ano. E, como não poderia deixar de ser, à época, falei dele por aqui. Reproduzo um trecho do post de 15 de março de 2008:

Para os que querem matar curiosidade sobre o misterioso (e às vezes inexplicável) frila que fiz na editoria de Brasil de uma das mais importantes revistas semanais do país, basta comprar a Época que chegou às bancas neste sábado. A edição nº 513, de 17 de março de 2008, traz "um suplemento de 20 páginas, que inaugura uma série sobre os temas que definirão o futuro do país". Para o primeiro número, a reportagem especial "Lugar de corrupto (não) é na cadeia".

A feliz surpresa: ontem, enquanto eu estava na minha rotina de tudo-ao-mesmo-tempo, o Wálter Nunes (repórter que coordenou a equipe para o especial) me chamou no msn com a seguinte frase: "posso te dar uma notícia sensacional?". "Claro!" - eu respondi.

A notícia: "Lugar de corrupto (não) é na cadeia" é uma das três reportagens finalistas do Prêmio Imprensa Embratel, na categoria Reportagem de Jornal / Revista (Tema Livre). A entrega dos prêmios será no dia 21 de outubro, no Rio de Janeiro.

A relação das 51 reportagens finalistas da décima edição do Prêmio Imprensa Embratel, que este ano bateu o recorde de inscrições, recebendo 1.231 reportagens de 1.116 jornalistas de todo o País, foi divulgada hoje (ontem) pela organização do evento. Os trabalhos finalistas estão concorrendo a premiações que totalizam R$ 166 mil, distribuídos em 17 diferentes categorias (nacionais, tecnologia da informação/comunicações/multimídia e regionais), além do Grande Prêmio Barbosa Lima Sobrinho.

O Prêmio Imprensa Embratel, a mais importante homenagem ao jornalista que desempenha a atividade de repórter no Brasil, tem o patrocínio da Embratel, através das leis de Incentivo à Cultura, do Ministério da Cultura e da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, e o apoio do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro (SJPMRJ) e da Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Rio de Janeiro - Arfoc.

Nem preciso falar que estou em êxtase, né? =)